Relatório RELEX: 86% dos Líderes de Cadeia de Suprimentos são Impactados por Tarifas e Pressões Econômicas, Enquanto Empresas se Dividem Quanto às Estratégias de Precificação e de Estoque
Mar 5, 2026 • 4 minPrévia do terceiro relatório anual RELEX 2026 State of the Supply Chain aponta que a pressão de custos está levando empresas a adotar decisões divergentes em estoque, sourcing e promoções.
A maioria dos líderes de cadeia de suprimentos (86%) afirmam que mudanças em políticas comerciais ou tarifas já impactaram suas operações, forçando empresas a enfrentar difíceis trade-offs entre precificação, sourcing e gestão de estoque, enquanto a inflação e as disrupções geopolíticas persistem em 2026.
De acordo com a prévia do terceiro relatório anual RELEX State of the Supply Chain 2026: Volatility, Trade-Offs & the Rise of AI, as organizações estão reagindo de maneiras bastante distintas.
Mais da metade (51%) aumentou os preços ao consumidor para compensar custos mais altos, enquanto 18% relatam estar reestruturando suas cadeias de suprimentos ou adiando investimentos. Ajustes de preço parecem estar se acelerando: em 2025, 31% dos varejistas relataram aumento nos preços de produtos em resposta às pressões macroeconômicas, em comparação com pouco mais da metade dos líderes de cadeia de suprimentos em 2026. Quase um quarto (24%) mudou suas estratégias de sourcing para fora de países diretamente afetados por mudanças em políticas comerciais.
A inflação continua sendo a principal pressão operacional. Trinta e quatro por cento dos líderes apontam a inflação e o aumento dos custos de insumos como a maior pressão sobre sua cadeia de suprimentos, à frente das pressões tarifárias e geopolíticas (17%) e da escassez de mão de obra (15%). Os dados sugerem que a volatilidade de custos agora está incorporada ao planejamento de longo prazo.
Varejo e Manufatura Seguem Caminhos Divergentes
O relatório também revela uma divisão estratégica na forma como as empresas estão gerenciando riscos. Vinte e oito por cento estão aumentando os níveis de estoque ou criando estoques estratégicos para proteger a disponibilidade, enquanto 27% estão retornando a modelos mais enxutos para controlar custos. Essa divisão sugere que as empresas estão se preparando para diferentes tipos de risco: rupturas de estoque de um lado e, do outro, riscos de fluxo de caixa e de remarcações. Em nossa pesquisa de 2025, líderes da manufatura também se mostraram divididos: 30% mantiveram estoques enxutos, enquanto 25% aumentaram o estoque de segurança diante de temores de inflação e recessão.
Entre os varejistas, 49% apontam a pressão sobre margens como seu maior desafio operacional e 47% estão aumentando promoções para atender consumidores mais sensíveis a preço. Mais de um quarto (28%) depende das promoções como principal alavanca para proteger o desempenho, enquanto 25% estão expandindo marcas próprias ou linhas de produtos focadas em valor para atender à mudança na demanda.
Enquanto isso, os fabricantes estão equilibrando poder de precificação com mudanças estruturais. Quase metade (45%) afirma estar repassando o aumento dos custos de insumos aos clientes, 43% estão ajustando tamanhos de embalagens ou SKUs em resposta à sensibilidade a preços, e 26% estão diversificando fornecedores para gerenciar a volatilidade geopolítica e de custos.
Resiliência Torna-se uma Prioridade Estratégica
Diante desse cenário de pressão sobre preços e mudanças nas estratégias de sourcing, as empresas estão cada vez mais investindo em resiliência em vez de assumir que a estabilidade irá retornar. Quase seis em cada dez (59%) estão fortalecendo parcerias logísticas, 37% estão ampliando sua base de fornecedores e 28% estão aumentando os níveis de estoque de segurança. Metade dos respondentes espera que eventos e disrupções globais continuem sendo o maior desafio para o desempenho da cadeia de suprimentos nos próximos três anos.
Mesmo assim, 77% se descrevem como otimistas ou cautelosamente otimistas em relação aos próximos 12 a 18 meses, embora apenas 20% afirmem estar plenamente otimistas. Isso sugere confiança na capacidade das empresas de ajustar estratégias de precificação, sourcing, estoque e fornecedores em resposta à volatilidade contínua.
Considerados em conjunto, os resultados destacam três implicações práticas para organizações que estão navegando em um cenário de volatilidade contínua:
- Pontos de pressão persistentes: pressão sobre margens, lead times mais longos e menos previsíveis e maior intensidade promocional devem continuar ao longo de 2026.
- Respostas estratégicas divergentes: algumas empresas estão aumentando estoques e elevando preços, enquanto outras priorizam estoques mais enxutos e estratégias de volume baseadas em promoções.
- Capacidades que importam: planejamento de cenários orientado por IA, alocação dinâmica e opcionalidade de fornecedores terão um papel crítico em determinar quão eficazmente as empresas respondem à contínua incerteza comercial e de custos.
“Independentemente de tarifas serem impostas, revisadas ou revogadas, a realidade para os líderes de cadeia de suprimentos é a mesma: mudanças em políticas comerciais estão acontecendo rapidamente e muitas vezes com pouco tempo de antecedência”, disse Laurence Brenig-Jones, VP de Product Strategy da RELEX Solutions. “Nossos dados mostram que as empresas já estão ajustando suas estratégias de precificação, sourcing e estoque em resposta a essa incerteza.”
O relatório completo 2026 State of the Supply Chain estará disponível no final de março e trará uma análise mais aprofundada sobre prioridades de investimento, adoção de tecnologia e como as organizações estão se preparando para os próximos três a cinco anos.
Metodologia
O relatório RELEX State of the Supply Chain 2026: Volatility, Trade-Offs & the Rise of AI é baseado em uma pesquisa realizada em janeiro de 2026 com 514 líderes de varejo, manufatura, atacado e cadeia de suprimentos, conduzida pela Researchscape. Os resultados foram ponderados proporcionalmente ao produto interno bruto nominal dos países, garantindo que as opiniões sejam amplamente representativas.
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