7 formas como o planejamento com IA resolve os desafios da cadeia de suprimentos na indústria da carne

Sep 29, 2026 • 20 min

No processamento de carne vermelha, os fabricantes ficam no meio de um verdadeiro cabo de guerra. De um lado, a oferta de gado puxa a corda independentemente das condições de mercado; do outro, a demanda dos clientes puxa com sua própria variabilidade imprevisível. Hoje, nenhum processo de planejamento manual tem a capacidade estrutural de sustentar essa tensão.

Isso acontece porque a fabricação de carne vermelha reúne, ao mesmo tempo, quatro fontes de incerteza:

  1. Os volumes de oferta variam a cada ciclo de abate.
  2. A qualidade e a tipificação dos animais só podem ser confirmadas na chegada ao frigorífico.
  3. Os lead times dos pedidos costumam ser curtos e imprevisíveis.
  4. A demanda oscila entre varejo, food service e exportação, cada canal com sua própria variabilidade.

Cada uma dessas forças já é difícil de administrar isoladamente. Gerenciar as quatro ao mesmo tempo, em uma única cadeia de valor conectada, é um desafio que planilhas e ferramentas de planejamento isoladas nunca foram feitas para resolver.

O que falta à maioria dos fabricantes de carne vermelha é uma abordagem de planejamento que trate os desafios com um único plano, rebalanceado continuamente, em vez de múltiplos problemas isolados exigindo soluções isoladas. Esse tipo de rebalanceamento está além do alcance de um esforço de planejamento manual.

Fazer isso com sucesso exige um software de planejamento construído para modelar a economia da carcaça, o momento certo para lidar com excedentes e as mudanças de demanda, permitindo que os planejadores façam os ajustes necessários na velocidade exigida. Com essa abordagem, as empresas conseguem fechar lacunas de margem, responder em horas a disrupções de oferta e demanda, e fazer com que todas as áreas, da compra de gado às vendas, trabalhem de forma mais integrada.

Por que os problemas se acumulam ao longo das cinco etapas da produção de carne vermelha

O processamento de carne vermelha passa por cinco etapas, da fazenda até o cliente. Cada etapa repassa à seguinte um problema que não criou.

Fig. 1: Cada uma das cinco etapas da produção de carne vermelha cria desafios de planejamento que podem se acumular nas etapas seguintes.

1. Pecuária e terminação. 

A reprodução e a criação levam de seis a dezoito meses; a terminação em confinamento acrescenta de quatro a seis meses, e a terminação a pasto pode levar de doze a vinte e quatro meses. O peso final e a tipificação do animal são moldados por diversos fatores, entre eles:

Mas nenhum dos dois pode ser confirmado antes de o animal chegar ao frigorífico. Todo plano construído a partir daí depende de uma previsão de oferta que permanece incerta durante quase um ano inteiro.

2. Abate e processamento de carcaças 

No momento do abate, a carcaça já define um conjunto fixo de cortes, e esse rendimento não pode mais ser revisto depois. Peso e tipificação, incertos ao longo de toda a primeira etapa, só são confirmados aqui, exatamente no momento em que é preciso decidir a alocação entre varejo fresco, food service, processamento adicional e exportação. Um abate mais pesado ou mais leve do que o previsto muda essa alocação na hora.

3. Resfriamento 

A carne fresca perde cerca de 2% do peso a cada 24 horas na câmara de resfriamento, então cada hora de espera representa um custo direto. Vários mercados exigem de 48 a 72 horas de resfriamento antes que o corte possa começar, uma retenção obrigatória que entra em conflito direto com a pressão para reduzi-la ao mínimo. É também aqui que o relógio da vida útil começa a contar oficialmente para tudo o que vem depois.

4. Corte, embalagem e processamento adicional.

Depois de resfriado, o produto se divide em três fluxos com economias diferentes:

Uma decisão errada sobre a matéria-prima aqui se transforma em um problema de margem duas etapas mais à frente.

5. Distribuição para os canais.

O varejo alimentar precisa de uma gestão precisa de código de validade e de timing na gôndola. Food service e B2B precisam de uma programação flexível diante de padrões de pedidos variáveis. A exportação exige otimização do preenchimento de contêineres e conformidade documental. Qualquer desequilíbrio que tenha sobrevivido às quatro primeiras etapas aparece aqui, principalmente diante de clientes com pouca tolerância a entregas atrasadas ou incompletas.

O problema que se acumula

Muitos fabricantes de carne vermelha planejam cada uma dessas cinco etapas em uma planilha diferente, mantida por uma área diferente. Os compradores de gado trabalham com um conjunto de números, os planejadores de produção com outro, e as vendas com um terceiro, criando um sistema fragmentado. Quando os números não batem, geralmente prevalece a voz mais alta na sala, não o plano mais preciso.

Como fechar as lacunas de planejamento na cadeia de suprimentos de carne vermelha

Rebalancear cinco etapas que se acumulam usando planilhas limita a capacidade dos fabricantes de acompanhar o ritmo real do setor. Um software de planejamento desenvolvido especificamente para isso dá aos planejadores mais visibilidade em cada etapa do processo de fabricação de carne, ajudando-os a identificar trade-offs e agir antes que a janela de oportunidade se feche.

Diagrama com ícones apresentando as sete principais capacidades de software para otimizar as operações de fabricação de carne vermelha.
Fig. 2: Resolver os desafios da fabricação de carne vermelha exige sete capacidades de planejamento interconectadas, trabalhando juntas dentro de um único sistema.

1. Use o balanceamento de carcaça para extrair o máximo valor de cada animal

Balancear a carcaça significa aproveitar cada parte do animal, ao mesmo tempo em que se equipara a oferta disponível à demanda dos clientes em múltiplos fluxos de produtos. Na maioria dos casos, existe um desequilíbrio que obriga os planejadores a fazer trade-offs com consequências reais de margem, e que podem se tornar complexos rapidamente.

Os planejadores de produção de carne vermelha devem buscar otimizar o animal para maximizar o lucro. Isso significa usar a carcaça por inteiro, garantindo que cada parte chegue ao melhor fluxo de receita possível.

A realização de preço entre canais é uma dimensão fundamental desse desafio. Muitos cortes podem atender mais de um tipo de demanda. Um corte primário (uma grande seção de carcaça vendida no atacado) que atende a uma especificação premium de varejo pode igualmente servir a um pedido de food service ou a uma linha de processamento adicional. Alguns clientes têm preferências fortes por cortes específicos, enquanto outros aceitam substituições.

A verdadeira dificuldade da otimização está em equiparar toda a gama de oferta disponível a toda a gama de opções de demanda ao mesmo tempo. Definir o plano de cortes significa, então, alocar o corte certo, da carcaça certa, para atender à demanda certa pelo maior valor possível.

SAIBA MAIS: 3 desafios da cadeia de suprimentos na fabricação de alimentos — e como resolvê-los

Diagrama de fluxo mostrando um animal passando por um motor de balanceamento de carcaça e se transformando em múltiplos produtos de valor.
Fig. 3: Um motor inteligente de balanceamento de carcaça pode transformar uma única matéria-prima em múltiplos fluxos de produtos de valor.

Quando feita manualmente, essa alocação de cortes é apenas uma aproximação, e qualquer erro leva diretamente a perdas de margem. É aqui que o planejamento baseado em atributos se torna essencial. Essa abordagem equipara a tipificação, o tamanho e a especificação de cada corte à demanda disponível mais lucrativa, em vez de tratar a matéria-prima como um insumo uniforme.

A RELEX utiliza um motor que combina heurísticas e otimização matemática para encontrar a alocação que maximiza o valor total da carcaça em todos os fluxos, considerando todas as restrições relevantes. O motor avalia milhares de combinações de planos de corte simultaneamente, levando em conta:

Essa abordagem garante que os produtos de tipificação premium sejam direcionados aos canais de demanda premium, enquanto os cortes de tipificação inferior encontram o destino alternativo de maior valor.

2. Use a gestão de excedentes para identificar o excesso antes que a vida útil force uma decisão

O excedente no processamento de carne vermelha é uma realidade inevitável que os planejadores precisam considerar. A matéria-prima da carcaça gera rendimentos conjuntos em todos os cortes, e a demanda nunca se encaixa perfeitamente nesse rendimento. O desafio para os frigoríficos é identificar o excedente com antecedência suficiente para fazer algo útil com ele antes que seja tarde demais.

Quando a câmara de resfriamento está cheia, restam apenas três opções para o excedente:

  1. Congelar com desconto significativo
  2. Direcionar para uma produção de menor valor
  3. Fazer remarcação para liberar espaço antes que a vida útil expire

As três opções destroem margem. Só a diferença de preço entre fresco e congelado já faz da gestão reativa de excedentes uma das fontes mais consistentes de erosão de margem na cadeia de suprimentos de carne vermelha.

Nesse cenário, um sistema de planejamento capaz precisa antecipar o sinal de excedente de dias para semanas. A gestão de excedentes deixa de ser um exercício de contenção de danos e passa a ser uma decisão de planejamento comercial quando a ferramenta dá aos times visibilidade futura de oferta, demanda e estoque em um horizonte de 16 semanas. Os times de vendas conseguem encontrar um destino melhor para o produto antes que o tempo se esgote. Os planos de corte podem ser ajustados antes que a produção trave o desequilíbrio. A quantidade de opções disponíveis e o valor recuperado são diretamente proporcionais a quão cedo o sinal chega.

A RELEX permite que os planejadores gerem um único plano conectado, que avalia junto as decisões de excedente, balanceamento de carcaça e programação de produção em relação à lucratividade total da cadeia. O mecanismo de planejamento conectado da plataforma elimina a necessidade de diferentes áreas tomarem três decisões sequenciais, transformando o excedente de um problema operacional que exige reação em uma alavanca de margem controlável.

3. Ganhe agilidade para replanejar na mesma velocidade da disrupção

No processamento de carne vermelha, a disrupção não espera o ciclo de planejamento. Diversas complicações podem alterar, ao mesmo tempo, o balanceamento da carcaça, a programação da sala de desossa e a posição de compromissos com clientes.

Por exemplo:

Cada um desses cenários exige um plano revisado antes que a janela de ação se feche. Em um ambiente de planejamento baseado em planilhas, produzir esse plano revisado leva dias.

Para cortes frescos de varejo e produtos sob medida para food service, esse atraso tem um custo comercial direto. No momento em que os planejadores de produção conseguem reconciliar o novo sinal de oferta com os pedidos em aberto e o estoque na câmara de resfriamento, as opções disponíveis no instante da disrupção já diminuíram. O produto fresco já avançou em sua janela de vida útil, e o que poderia ter sido redirecionado, reprecificado ou realocado pelo valor total se torna agora um problema mais caro de resolver.

A assimetria entre produtos frescos e processados importa. As linhas de processamento adicional têm uma folga natural. A maioria dos produtos com processamento adicional é congelada ou tem vida útil estendida, o que significa que esse fluxo consegue absorver disrupções com mais tempo de resposta. Já o varejo fresco e o food service sob medida não têm essa folga equivalente. A urgência é maior exatamente onde a vida útil é mais curta.

“O papel do planejador deixa de ser reconstruir o plano e passa a ser apenas gerenciar os casos que exigem julgamento humano.”

Os sistemas de planejamento precisam absorver o sinal de disrupção e reotimizar toda a cadeia de valor antes que a janela se feche. Na RELEX, o sistema captura continuamente diversos fluxos de informações essenciais, dos dados de entrada de gado e pesos reais de abate aos sinais de demanda dos clientes e à capacidade de produção disponível.

Quando qualquer um desses sinais muda, o plano de cortes e a programação de produção se reotimizam automaticamente, trazendo à tona apenas as exceções que exigem decisão humana. Seja um abate mais pesado do que o previsto, um grande pedido que muda, uma linha que para ou uma restrição de capacidade, o papel do planejador deixa de ser reconstruir o plano e passa a ser gerenciar apenas os casos que exigem julgamento humano.

4. Aprimore a acuracidade da previsão até o nível de detalhe que realmente importa

A acuracidade da previsão é a base sobre a qual todas as outras capacidades de planejamento são construídas. O balanceamento de carcaça se otimiza a partir dos sinais de demanda. A gestão de excedentes depende da visibilidade futura de oferta e demanda. O replanejamento ágil recalcula com base nas posições de demanda em tempo real. Se a previsão que alimenta essas decisões estiver errada, o plano seguinte também estará, e as consequências de margem se acumulam em todas as áreas que dependem dela.

Prever a demanda de carne vermelha exige acertar não só o volume, mas também o timing. Os cortes frescos de varejo seguem uma lógica diferente das categorias de temperatura ambiente ou congeladas: a janela de vida útil é a restrição que manda, e ela não espera o ciclo de planejamento se atualizar. Esses cortes são embalados e codificados por data todos os dias, e um dia de produção perdido não pode ser recuperado. A demanda que existia de manhã já pertence a outro código de validade à tarde, e uma granularidade de previsão semanal ou mensal simplesmente não acompanha o ritmo real do produto.

O que torna a previsão especialmente desafiadora na carne vermelha é que o problema corre em duas direções ao mesmo tempo.

  1. A demanda precisa ser prevista por produto, corte, cliente e canal, cada um com sua própria variabilidade, padrão promocional e comportamento de pedido.
  2. A oferta precisa ser prevista simultaneamente por tipificação, peso e raça do animal.

Os dois lados dessa equação são incertos, e um sistema de planejamento que trata apenas um deles resolve só metade do problema.

Diagrama mostrando entradas de demanda e oferta alimentando um motor de previsão que gera resultados para diferentes dias, lojas e cortes.
Fig. 4: O motor de previsão da RELEX utiliza dados do lado da demanda e do lado da oferta para construir modelos específicos em nível de dia, loja e corte.

O motor de previsão da RELEX, baseado em machine learning (ML), constrói automaticamente modelos em nível de dia, loja e corte, quando necessário. Ele capta padrões por dia da semana, incrementos promocionais, sazonalidade e variações por cliente sem configuração manual. Quando existem acordos de compartilhamento de dados com os parceiros de varejo, a RELEX absorve diretamente os dados de PDV e as posições de estoque das lojas, levando recomendações de reabastecimento upstream até a programação de produção e embalagem do frigorífico.

Para operadores de food service, o mesmo motor funciona no nível de cada ponto de atendimento, mesmo que sejam centenas de locais. Com isso, os frigoríficos deixam de apenas receber pedidos e passam a ser parceiros de cadeia de suprimentos, integrados aos ciclos de planejamento de seus clientes.

5. Use a visibilidade de ponta a ponta para ver o cenário completo antes de fechar as decisões 

Sem uma visão completa da cadeia de suprimentos, toda decisão de planejamento, do balanceamento de carcaça à programação de distribuição, é tomada com base em informação parcial. Os planejadores de cadeia de suprimentos conseguem otimizar um balanceamento de carcaça, sinalizar um excedente com 16 semanas de antecedência e reotimizar um plano de cortes em resposta a um sinal de disrupção. Isso só é possível se os dados que alimentam essas decisões forem completos, atualizados e armazenados em um único lugar.

Uma visibilidade de ponta a ponta genuína na carne vermelha cobre um horizonte de planejamento de 13 a 16 semanas e abrange todas as camadas da cadeia de valor:

Sem uma visão completa de todas essas dimensões, o processo de planejamento se torna reativo por padrão. O resultado são quase-erros, erros reais, estoque congelado com desconto e uma corrida constante para liquidar o excedente antes do vencimento.

Toda decisão tomada sem visibilidade total carrega um custo que não aparece em uma única linha da demonstração de resultados. Ele se acumula em cada alocação abaixo do ideal, em cada congelamento não planejado e em cada falha de serviço que poderia ter sido evitada com um sinal antecipado.

A RELEX oferece visibilidade orientada por dashboards nos horizontes de planejamento de curto, médio e longo prazo, com alertas automáticos de exceção que trazem à tona apenas as condições que exigem a intervenção do planejador. É o mesmo mecanismo baseado em exceções que torna o replanejamento ágil viável na prática. Os planejadores não precisam vasculhar manualmente cada SKU e cada pedido; eles trabalham a partir de um sistema que já identificou onde a atenção é necessária.

6. Use o planejamento de distribuição e estoque para cumprir os compromissos de produção

A gestão de distribuição e estoque é onde os compromissos comerciais assumidos lá atrás são cumpridos ou quebrados. Gerenciar o estoque de produtos acabados nas categorias fresco/resfriado e congelado, ao mesmo tempo em que se coordena o despacho entre varejo, food service, B2B e exportação, exige um planejamento conectado entre a programação de produção e o calendário de entregas ao cliente.

A gestão de estoque na carne vermelha abrange múltiplos estados de produto, cada um com características de vida útil, exigências de armazenagem e implicações de margem próprias:

Os parâmetros de estoque são fundamentalmente diferentes entre produtos frescos e as categorias congelada ou de processamento adicional.

Para cortes primários frescos e cortes embalados para o varejo, a vida útil é a restrição que manda: o sistema de planejamento produz com antecedência um número definido de dias de cobertura, dimensionado conforme a frequência das corridas de produção e o lead time de entrega ao cliente. O objetivo é ter produto suficiente para atender à demanda sem acumular estoque que vença antes de poder ser despachado. Esse é um problema de dias de cobertura, não de otimização estatística de estoque de segurança.

Para produtos congelados e com processamento adicional, a lógica é diferente. Esses produtos podem ser mantidos por semanas ou meses, o que permite definir os parâmetros de estoque com otimização estatística propriamente dita. Os níveis de estoque de segurança são calculados a partir da variabilidade da demanda, da acuracidade da previsão, dos lead times de fornecimento e do custo de uma ruptura em comparação ao custo de manter estoque. Parâmetros de estoque máximo podem ser definidos para conter ativamente o acúmulo de congelados e evitar a erosão de margem causada por estoque parado por muito tempo.

O papel dos provedores de logística terceirizada (3PL) também entra nessa categoria. O custo de receber, armazenar e despachar paletes precisa ser capturado com precisão e considerado nas decisões de planejamento.

Do lado da distribuição, o desafio é coordenar o despacho simultaneamente entre múltiplos canais de cliente, cada um com seus próprios padrões de pedido, lead times, exigências de embalagem e obrigações de conformidade. Os programas de varejo alimentar têm exigências precisas de código de validade e disponibilidade em gôndola, enquanto os clientes de food service e B2B exigem programação flexível e compromissos precisos de lead time. Os clientes de exportação exigem otimização do preenchimento de contêineres e conformidade documental. A otimização de carga e a programação de veículos precisam estar integradas ao plano de produção, para evitar a dispendiosa desconexão entre o que foi produzido e o que realmente pode ser despachado.

A RELEX gerencia o vencimento em toda a cadeia de suprimentos, garantindo que os níveis de estoque sejam controlados ativamente e que nenhum produto ultrapasse sua janela comercial sem um plano de escoamento. Os parâmetros de estoque de segurança são definidos por categoria de produto. Fresco, congelado e processamento adicional têm economias de manutenção diferentes, e o sistema se calibra de acordo. O planejamento de produção fica diretamente alinhado à demanda, às metas de manutenção de estoque e às programações de distribuição, para que o que é produzido reflita o que é necessário e quando precisa ser despachado.

Para exportação, a RELEX mantém a liberação do contêiner até que ele esteja totalmente carregado. Isso evita que contêineres parcialmente cheios sejam despachados antes da hora, protegendo tanto a economia do frete quanto a conformidade com o cliente.

7. Use o planejamento integrado de negócios para construir um único plano conectado

O Planejamento Integrado de Negócios (IBP) é o processo estruturado que obriga todas as áreas do negócio a trabalhar a partir do mesmo plano. O IBP conecta a oferta de gado, o planejamento de produção, as vendas e as finanças em uma única visão integrada do negócio. Ele define uma cadência clara de reuniões, responsabilidades definidas, entradas e saídas explícitas, e prestação de contas quanto à aderência.

Essa distinção importa porque, sem governança, as reuniões de IBP rapidamente viram sessões de relatório em vez de fóruns de decisão. Cada área chega com seus próprios números, defende sua posição e sai sem um plano compartilhado.

Fig. 5: O planejamento de execução de vendas e operações de curto prazo e o planejamento integrado de negócios de prazo mais longo permanecem alinhados quando ambos rodam sobre o mesmo modelo de dados conectado.

O horizonte de planejamento na carne vermelha normalmente abrange duas camadas distintas.

  1. Execução de vendas e operações (S&OE).

Essa camada trata do horizonte de curto prazo de 0 a 2 semanas, cobrindo pedidos confirmados, programações de abate e as decisões de replanejamento imediato que a agilidade e a visibilidade tornam viáveis.

  1. Planejamento Integrado de Negócios (IBP).

O IBP cobre o médio e o longo prazo, de 4 semanas a 6 meses, incluindo:

Esse horizonte de planejamento dá aos times comerciais tempo suficiente para agir. As duas camadas dependem do mesmo modelo de dados conectado, o que significa que as decisões tomadas em cada horizonte se baseiam nos mesmos dados, em vez de serem conciliadas depois entre planilhas conflitantes.

Quando o IBP funciona, ele torna visíveis para todo o negócio os trade-offs do balanceamento de carcaça e os resolve de forma colaborativa. Uma falta de gado na quarta semana não é um problema de produção nem de vendas; é um problema do negócio, e o IBP é o fórum onde o negócio o resolve em conjunto. A RELEX fornece a base de dados que torna esse fórum possível: dashboards de IBP já prontos, resumindo a posição de oferta, as perspectivas de demanda, o risco de excedente e as projeções de nível de serviço, com relatórios automáticos de exceção que trazem as decisões para o julgamento entre áreas.

Problemas de cadeia de suprimentos resolvidos de forma colaborativa em um único plano conectado.

Avalie sua abordagem de planejamento para carne vermelha

Os desafios de planejamento de cadeia de suprimentos na fabricação de carne vermelha não vêm de sete lacunas de capacidade independentes. É melhor pensar neles como sete dimensões de um único problema conectado, em que uma falha em qualquer uma delas gera consequências em todas as outras. A checklist abaixo dá aos planejadores de cadeia de suprimentos um framework para avaliar qualquer abordagem de planejamento, incluindo a que já usam, em relação aos sete requisitos.

CapacidadeO que avaliar
Balanceamento de carcaça– Você está maximizando o valor de cada carcaça?
– O sistema consegue avaliar várias combinações de plano de cortes simultaneamente, em todos os fluxos de produto e especificações de cliente?
– Ele considera vida útil, lógica de substituição, variação de demanda, alocação de aparas e todo o conjunto de restrições de negócio, tudo ao mesmo tempo, e não de forma sequencial?
Gestão de excedentes– O negócio tem uma visão clara do excedente futuro?
– O sistema sinaliza as posições de excedente semanas antes do problema, e não depois de a câmara de resfriamento já estar cheia?
– Os planejadores conseguem ver qual produto está em risco, quanto tempo resta e qual é o custo de cada opção disponível, antes que a vida útil force a decisão?
Agilidade e capacidade de resposta– Com que rapidez um novo plano pode ser gerado quando os sinais de oferta ou demanda mudam?
– Quando o gado chega mais pesado do que o previsto, um pedido é cancelado ou surge uma tipificação abaixo do esperado, o sistema reotimiza automaticamente o plano de cortes e a programação de produção?
– Ou o replanejamento exige que o planejador remonte manualmente o cenário do zero?
Acuracidade da previsão– Você mede a acuracidade da previsão e, se sim, com que atraso e com que nível de precisão?
– O sistema prevê com granularidade de dia, de corte e de cliente?
– Ele trata a previsão de demanda e de oferta ao mesmo tempo, incluindo a variação de tipificação, peso e raça do animal, em vez de tratá-las como processos separados?
Visibilidade de ponta a ponta– Todo mundo no negócio está olhando para o mesmo conjunto de números?
– O sistema oferece uma visão única e atualizada ao longo de um horizonte de planejamento de 13 a 16 semanas?
– Essa visão cobre oferta de gado, capacidade de produção, posições de estoque, cobertura de pedidos, risco de excedente e requisitos de distribuição, sem precisar ser montada manualmente a partir de várias fontes?
Distribuição e gestão de estoque– Quão bem o negócio está administrando vencimento, estoque e níveis de armazenagem?
– O sistema aplica a lógica de dias de cobertura para produto fresco e otimização estatística de estoque de segurança para as categorias congelada e de processamento adicional?
– A programação de carga e veículos está conectada diretamente ao plano de produção, de modo que o que está programado para despachar reflita o que realmente foi produzido?
Planejamento Integrado de Negócios (IBP)– O sistema sustenta um processo de IBP com governança, cadência estruturada de reuniões, entradas e saídas definidas e responsabilidades claras, ou apenas gera relatórios?
– Ele conecta gado, produção, vendas e finanças tanto no horizonte de curto prazo do S&OE quanto no horizonte de médio a longo prazo?

Para frigoríficos que querem entender, na prática, como uma plataforma de planejamento unificada atende aos sete requisitos, a página da RELEX para frigoríficos cobre todo o escopo dessa proposta ao longo da cadeia de valor.

Escrito por

Christer Liden

VP APAC, Consumer Packaged Goods & Manufacturing

Christer Liden é Vice-Presidente de Estratégia de Indústria APAC na RELEX Solutions. Ele tem mais de 25 anos de experiência em cadeia de suprimentos na Europa, na América do Norte e na Austrália, com especialização em planejamento integrado de negócios e otimização da cadeia de suprimentos para os setores de bens de consumo e produção.